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Investidores anjos e o sucesso de Startups

Hoje em dia é muito comum ter boas ideias. Os participantes do mercado continuam apresentando produtos ou serviços incríveis.

Não estamos nos referindo apenas a grandes histórias de sucesso como Facebook ou Apple, mas também a pequenas ideias como o Airbnb, que conecta proprietários de residências a viajantes de todo o mundo e agora tem um valor de mercado de ações de $ 31 bilhões.

Esse fenômeno é chamado de iniciação, um modelo de negócio que tem alto potencial e precisa de ajuda para entrar no mercado. Essa tendência ganhou força e relevância na era digital.

Para um empreendedor de sucesso, embora o primeiro impulso não seja muito dinheiro, pode ser inacessível para um empreendedor iniciante. Portanto, a pergunta de um milhão de dólares é: como obter recursos para financiar uma ideia?

Sabemos que você tem uma boa ideia, precisa de capital inicial para decolar e conquistar o mercado. Você pode estar esperando que um milagre aconteça. Bem, o que você precisa não é exatamente um milagre, mas um investidor anjo.

O que é um investidor anjo?

Investidores-anjo são pessoas que investem seu capital em ideias com alto potencial de crescimento, ou seja, em empresas startup bem conhecidas.

Em geral, são stakeholders de sucesso, ligados ao mundo e à cultura empresarial, além de prover recursos, também atuam como consultores, fornecem sua rede de contatos e participam mais ou menos dessa ideia.

Ele é um filantropo no mundo do marketing, ele entende as mudanças da empresa a partir de sua experiência pessoal e coloca ideias emergentes sob seu patrocínio. Às vezes, eles detêm uma participação minoritária na empresa (5% a 10%) e raramente ocupam cargos de alta administração.

Quem é Mecenas?

Caius Cilnius Mecenas foi um conselheiro rico e influente do imperador romano Augusto, e é considerado um grande pioneiro dessa ideia.

Foi ele quem iniciou essa tendência no século I aC e se tornou o protetor da arte e da cultura. Talvez seja a primeira vez na história que alguém pensa em investir dinheiro para confirmar o valor dos beneficiários.

Desta forma, os dignitários começaram a financiar as obras de artistas notáveis, o que se tornou uma abordagem unificada durante o Renascimento.

Graças às suas contribuições conceituais, artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli, Caravaggio, etc. puderam nos deixar seu magnífico legado.

E hoje, no século 21, as grandes empresas continuam esse tipo de pensamento de patrocínio corporativo para ajudar os proprietários de pequenas empresas a concretizar suas grandes ideias e criar um mundo que forneça melhores serviços e produtos para todos — ganhando milhões de dólares.

Como os investidores anjo escolhem investir?

Lembre-se disso: o dinheiro é uma linguagem que todos podem entender, mas poucas pessoas podem falar.

Um anjo não é um investidor que simplesmente distribui dinheiro, pelo contrário, escolhe com cuidado e pede a quem procura apoio que o leve a sério. Somente quando ele vir claramente o impacto e as recompensas de sua proposta, ele pagará.

Informação do empreendedor

Na maioria dos casos, a primeira coisa a fazer ao avaliar um investimento é olhar o currículo da pessoa que busca ajuda, sua formação, a história da ideia, sua localização e a equipe que a segue.

As pesquisas são um hábito bastante comum entre os empreendedores — é por isso que entendemos a existência do LinkedIn.

Poder de pensamento

A segunda etapa é entender o potencial do seu projeto. Grandes ideias são difíceis de explicar, portanto, um modelo de negócios bem definido é essencial. Por exemplo, o Facebook inicialmente recebeu o primeiro apoio de Peter Thiel, um dos anjos mais famosos do Vale do Silício, por US $ 500.000.

O que viu naquela rede não foi apenas a velocidade com que a ideia ganhou força, mas também um indicador que o afetou: o tempo de permanência — essa é a essência do modelo que atrai a atenção de outros anjos.

No Facebook, nós nos conectamos e passamos horas navegando sem perceber. Dois anos depois, em 2006, ele e outros investidores anjos contribuíram conjuntamente com US $ 27,5 milhões.

Capacidade de gestão

Por fim, as capacidades de gestão, que são avaliadas no plano de negócios. Se você entende de gestão, será capaz de formular as etapas necessárias para atingir seus objetivos de maneira razoável, clara e direta. Todo mundo tem boas ideias — o que falta é o talento para colocá-las em prática.

Em outras palavras, os investidores anjos querem retornos, mesmo que não confiem neles. Ele acredita que essa ideia funciona, não só pode ganhar dinheiro, mas também criar oportunidades de emprego e promover o desenvolvimento social. Portanto, a falta de capacidade administrativa nada mais é do que um ato de caridade.

Figura 2: Um anjo com faca na espada na mão.

Onde encontrar e como atrair anjos?

Sempre existe a possibilidade de estabelecer contato direto, mas se você não tiver esse contato próximo e não tiver uma rede influente, a boa notícia é que esse método é amplamente divulgado em várias plataformas na Internet.

Para perseguir seus sonhos com determinação científica. Crie projetos, pesquise o mercado, adapte-se às necessidades, mostre seriedade, pense como um investidor e comece a enviar materiais e a agendar reuniões através da plataforma.

Você tem grandes ideias? Qual é o retorno em dinheiro? Como será a transição do micro para o macro? Você pode fazer um protótipo desde tenra idade? O empreendedorismo não é adequado para todos e algumas informações pessoais são necessárias. Você deve ser persistente, realista, sonhador, louco e organizado.

Em marketing, a confiança em nossas ideias desempenha um papel importante, e o mundo digital gosta desse tipo de pessoa. Não há dúvida de que os investidores anjos irão ajudá-lo.

O investidor-anjo e o Simples Nacional

Com as mudanças no regime tributário do Simples Nacional em 2018, o investimento recebido por essas entidades também mudou. Mais precisamente, as startups são acompanhadas do nascimento de investidores anjos no início de suas operações. Além de fazer contribuições financeiras para o uso da empresa, ele também tem o direito de compartilhar os lucros da empresa. A premissa é que a empresa investida está inserida no Simples Nacional e tem como objeto social e atividades a inovação e o investimento produtivo.

O artigo 61.º-A da Lei Complementar n.º 123/2006 acrescenta o motivo da constituição de investidores anjos: “Para incentivar as atividades inovadoras e o investimento produtivo, a sociedade é classificada como microempresa ou pequena empresa. De acordo com o disposto nesta Lei Complementar , Pode-se admitir que a contribuição de capital não faz parte do capital social da empresa. “

Muitos projetos têm limites de tempo e os investidores anjos não são exceção. Na qualidade de pessoa física ou jurídica, seu prazo de validade não pode ultrapassar 7 (sete) anos. A remuneração é de, no máximo, cinco (cinco) anos.

Uma característica que não é estipulada pela lei é que mesmo que o anjo não seja sócio, não pertence à administração, mas o capital investido não faz parte do patrimônio líquido, nem do resultado da empresa. Portanto, não está definida a natureza contábil e financeira do investimento, que tem valor importante para proteção do valor do investimento.

Outras regras

O que precisa ficar claro é que os investidores anjo serão pagos com base em sua contribuição para o crescimento da empresa. Os anjos serão pagos com base no desempenho da empresa. Isso não deve exceder 50% do lucro da investida. De acordo com o balanço da empresa, o valor pode ser resgatado após dois anos de doação. Mas nunca vai ultrapassar o valor do investimento corrigido corretamente. (De acordo com o art. 1.031, art. 1º do Código Civil, “Se a sociedade for vinculada a sócios, o valor das ações da sociedade será liquidado com base no valor efetivamente pago, salvo se o contrato estipular o contrário, conforme o patrimônio líquido da empresa, na deliberação Será apurado em balanço patrimonial especialmente elaborado no mesmo dia. ”)

Por exemplo, mesmo se comparado aos Estados Unidos, o Brasil ainda está engatinhando e sua cultura empresarial é subdesenvolvida. Precisa de mais investimentos para promover o desenvolvimento da cultura e da educação para o empreendedorismo no país. Por outro lado, com todas as mudanças e evolução do Simples Nacional, o crescimento do investimento em novas empresas tornou-se significativo, para que os empresários possam expandir seus negócios por meio da cooperação e, em última instância, promover o crescimento econômico das pequenas empresas.

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Dr. Adriano Hermida Maia (LinkedIn)

Advogado e sócio do escritório Hermida Maia, Docente, especialista em Crimes Digitais, Pós-Graduado em Processo Civil, Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, MBA em Contabilidade & Direito Tributário com ênfase em risco fiscal.

Visite nosso site: https://hermidamaia.adv.br

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